segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

'Mulher com deficiência pode superar barreiras'

Deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP)


Aos 42 anos, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) superou muitos obstáculos até subir à tribuna da Câmara. Vítima de um acidente automobilístico em 1994, ela não tem, desde então, movimentos do pescoço para baixo. Seu pai, um empresário do setor de transportes, foi assassinado no ABC Paulista. Em seu primeiro mandato federal, Mara Gabrilli faz parte de uma bancada de apenas três deputados: aqueles que têm necessidades especiais de locomoção – são cadeirantes que, até fevereiro deste ano, não tinham acesso ao púlpito do plenário. Os outros dois são Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) e Walter Costa (PMN-MG).

Assim que foi eleita, com mais de 160 mil votos, Mara passou a se preocupar em transpor as limitações para discursar da tribuna, cujo acesso se daria apenas por meio de uma escada. “Eu me recusei a falar do chão. Temos três parlamentares cadeirantes, e lá está o elevador para que os parlamentares cadeirantes possam falar na tribuna como todos os outros deputados”, conta a deputada, referindo-se ao elevador instalado este ano a pedido dela e dos outros dois colegas com dificuldade de locomoção.

A deputada tucana então visitou Brasília acompanhada de arquitetos, e daí saiu um projeto de acessibilidade que deixou a esfera da locomoção: ela inaugurou o sistema de registro de votos que, antes restrito aos teclados acoplados às bancadas do plenário, consiste em identificar o movimento do rosto. Ao todo, entre instalação de maquinário, treinamento de servidores e manutenção de equipamento, o empreendimento custou R$ 48,3 mil aos cofres da Câmara

Fonte: Sociedade Ativa

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