domingo, 10 de junho de 2012

Francisco José Júnior :"Não estou sendo acusado de nada"

Foto Marcos Lima

Francisco José Junior fala sobre envolvimento do seu nome nas investigações sobre suposto cartel

Fabiano Souza

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), que na última quarta-feira retornou a Mossoró depois de ter passado alguns dias no México, foi o entrevistado da noite de ontem (7), do programa "Cenário Político" da TV Cabo Mossoró (TCM), canal 10.

O vereador disse não existe nenhuma acusação contra ele, e que diante dessa situação ele estaria tranqüilo de que tudo será esclarecido. "Não estou sendo acusado de nada. Eu sou investigado pela Operação Vulcano. Pelo o que fui informado, acredito que não serei acusado de nada porque não fiz nada de errado. Estou muito tranquilo", acrescentou.

Ele respondeu a indagações sobre trabalho da Polícia Federal à semana passada, que gerou um elenco de oito prisões e 20 mandados de busca e apreensão. Silveira não chegou a ser preso, por suposto envolvimento com "cartel dos combustíveis" em Mossoró, porque estava viajando para o exterior com mulher e filho.

O vereador disse ter visto com "surpresa" o envolvimento do seu nome e da própria Câmara Municipal no caso. Disse que sua viagem tinha sido programada com bastante antecedência e só ficou sabendo da Operação Vulcano e do mandato de prisão preventiva que havia contra ele, através de um telefonema que recebeu do seu pai, o ex-deputado estadual, Francisco José (PMN)
Elogiou o papel do Ministério Público e da Polícia Federal, mas ponderou que apesar da importância da investigação sobre suposto cartel, "foi desnecessária" a prisão de empresários e do vereador Claudionor dos Santos (PMDB). "Prenderam pessoas de bem, com endereço fixo, que pagam impostos e merecem ter tratada com pessoas de bem e não como bandidos", disse.

Vereador diz que conversas telefônicas com vereadores e empresários seria um procedimento regular

Questionado sobre a votação do projeto que modificou o código de postura da cidade, ele disse que não votou qualquer projeto referente à instalação de novos postos na cidade e o fato de ter conversado por telefone e pessoalmente com vereadores e empresários, é procedimento regular de gestão do processo legislativo. "Eu sou o presidente e a discussão em torno de uma projeto que vinha gerando certa polemica, faz parte dos procedimentos regulares dentro do legislativo", afirmou.

O vereador disse que manteve contato, não apenas telefônico, mas pessoal com os dois líderes de bancada, mas não participou de reunião com empresários. "Falei com os líderes do governo (Claudionor) e da oposição (Genivan Vale-PR). Com empresários não tive qualquer reunião", adiantou. Ressaltou que convidou representantes do empresariado para se reunir na própria câmara com todos os vereadores", destaca.

Presidente da CMM diz que sua gestão tem sido marcada pela transparência nas ações

Francisco José Junior disse que sua gestão tem sido marcada pela clareza nas ações, tendo realizado o do primeiro concurso da história da Casa, recorde de matérias em apreciação, maior transparência e melhor avaliação da sociedade, não tem o que temer. Fez questão de resgatar que no rumoroso caso da "Operação Sal Grosso", o seu nome foi investigado. Ministério Público e Justiça atestaram sua lisura de comportamento.

A Operação Vulcano contou com apoio subsidiário do Ministério Público e do Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico do Ministério da Justiça (CADE). Segundo declarações posteriores da promotora da Defesa do Consumidor, Ana Ximenes, hoje "há prova" de existência de um cartel na comercialização de combustíveis automotivos em Mossoró.

Correio da Tarde

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