segunda-feira, 28 de outubro de 2013

É agora ou nunca!!!! Se você anda chateado e desmotivado leia a crônica de Dr. Jorge Lordello

Agora ou nunca


Passamos uma vida presos, igual pássaros em suas gaiolas! Medo de amar, de olhar a vida de frente, medo de... E naquele pequeno espaço, cantamos nossas dores e sonhos. Muitas vezes, as portas de nossas gaiolas se abrem. Mas permanecemos ali, acostumados, encolhidos as nossas vontades e sonhos. Não tenha dúvida amigo leitor, a primeira oportunidade, deve alçar o vôo dos falcões, calmo, confiante, determinado. Ame sem medo, brinque um pouco com a vida. Não tenha medo dos rochedos e sobre eles, estenda a sua asa corajosa de falcões. Solte-se ao vento, e deixe-o levá-lo ao sonho. Como o Condor, tente enxergar as pequeninas coisas a sua volta e saber apreciá-las, dando um sentido novo a sua vida. Não seja  passarinho de gaiola, mas, Falcão e Condor do céu.

A cada dia existe uma renovação constante, e nunca um será como o outro. Não há dores eternas, lágrimas eternas, perdas eternas. Por que a vida é um recomeçar diário de um vôo. E gaiolas não foram feitas para pássaros. Tampouco para Falcões.Tampouco para a gente. A vida é um processo constante de "arriscar”. Por que deixamos de fazer o que temos vontade? Por que paramos de arriscar? Por que não insistimos mais em nossos projetos de vida e ficamos trancados em uma gaiola morna, isolada e sem aventuras?

Ainda pior que a convicção do "não" e a incerteza do "talvez”, e a desilusão de um "quase”. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida  morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei decór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença do "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão; pros fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!

Não espere o Natal ou Réveillon para adiar ou protelar suas mudanças, que devemos iniciar já, agora, enquanto há tempo.

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