segunda-feira, 25 de novembro de 2013

BARAÚNA: população ainda sente impacto econômico com destruição de agência bancária. Medo de nova ação criminosa aflige população.



Agência do Banco do Brasil de Apodi foi quase que totalmente destruída recentemente. Baraúna teme nova ação por ter baixo contigente policial e sua posição fronteiriça com o Estado do Ceará, o que facilita fuga.

Em plena era do desenvolvimento, onde a economia do país acompanha o ritmo tecnológico com o surgimento de novas ferramentas bancárias que possibilitam a comodidade e conforto da sociedade, com implantação de agências modernas, os municípios ganham ares de crescimento e praticidade. Pelo menos é o que deveria ter ocorrido em 38 municípios do Rio Grande do Norte, onde a ação ousada das quadrilhas destruíram estabelecimentos bancários, causando assim um impacto negativo na economia.


Somente este ano foram registradas 38 ações contra bancos e caixas eletrônicos no Estado. O número de ações contra bancos e caixas eletrônicos registrado em 2013 no RN já supera o total contabilizado em todo o ano passado. Quando as quadrilhas agem, não afetam apenas os prédios ou as finanças dos bancos, mas toda a população sofre as consequências.


Municípios importantes como Apodi, Guamaré, Afonso Bezerra, Governador Dix-sept Rosado, Grossos, Alto do Rodrigues, Serra do Mel, São José de Mipibu, Baraúna, Umarizal e Martins já foram alvos das quadrilhas e tiveram suas agências bancárias destruídas nos últimos três anos.

Para o economista José Iranilson Sales, quando ocorre uma destruição de bancos, o prejuízo para o município é muito grande. O ritmo da economia é alterado, assim como o dia a dia das pessoas.
"Para se ter uma ideia da dimensão do estrago feito com a desativação de uma agência bancária, mesmo que temporária, basta só analisar a queda na circulação de dinheiro no município. O comércio é afetado e, consequentemente, as vendas caem. A economia é uma catraca orquestrada, quando uma peça tem problemas, afeta as demais no funcionamento", destacou.

José Iranilson vai mais além e destaca também que a população carente é a que mais sofre com o fechamento de um banco. "Vamos tomar como exemplo a cidade de Martins, localizada na região do Alto Oeste, encravada no alto de uma serra. O município foi um dos primeiros afetados com essa modalidade. Por ser de difícil acesso, nem todos os moradores tinham como se deslocar para outras cidades para fazer suas movimentações bancárias", disse.

O economista estima que aproximadamente 70% dos moradores são afetados com a desativação de uma agência bancária. "Em Baraúna, onde a população passou mais de um ano com a agência desativada por conta de uma explosão, foi improvisado um posto de atendimento na agência central do Banco do Brasil em Mossoró. A população tinha que se deslocar mais de 30 quilômetros para ser atendida", concluiu.

População apodiense prejudicada com fechamento do Banco do Brasil procura atendimento em outros municípios

Desde a madrugada do dia 12 de novembro, quando uma quadrilha fortemente armada estourou o prédio da agência do Banco do Brasil de Apodi, os clientes ficaram sem ter atendimento no local e passaram a procurar outros municípios para realizar suas transações bancárias.

O agricultor aposentado José Manacéis da Silva, que reside na comunidade de Santa Cruz, zona rural de Apodi, contou que para realizar um empréstimo na sua aposentadoria teve que se deslocar quase 40 quilômetros, até a cidade de Caraúbas, para ter acesso a um caixa eletrônico.

"Não tive outra escolha se não me dirigir a Caraúbas para movimentar minha conta e sacar meu dinheiro. Os Correios disponibilizam algum tipo de serviço, mas devido a grande procura as filas são muito longas", destacou.

Uma professora aposentada explicou que o prejuízo para suas economias só não foi maior porque ela tem conta em outros bancos. "Minha conta do Banco do Brasil é somente para receber meus vencimentos, por isso não fui afetada com os transtornos", disse.

A agência do Banco do Brasil do Apodi ficou completamente destruída com o impacto das explosões e ainda não tem data para voltar a funcionar, conforme a assessoria do Banco do Brasil.

Estatísticas apontam que uso de dinamites em explosões bancárias aumentou significativamente este ano

Números obtidos com a Polícia Militar apontam que no RN, este ano, 38 agências bancárias já foram explodidas ou violadas. O último caso aconteceu na madrugada do dia 12 deste mês, em Apodi, onde a agência do Banco do Brasil foi detonada por uma quadrilha composta de mais de 20 elementos. Foram registrados 45 minutos de intensa troca de tiros entre policiais e bandidos. No confronto um soldado foi atingido na perna por um tiro de fuzil. Ninguém foi preso.

O bando usou dinamite para explodir e saquear o cofre principal, onde estima-se que quase R$ 10 milhões foram roubados. O uso de explosivos, de acordo com a PM, foi registrado este ano em 16 ataques.Os dados revelam que o número de ataques a bancos em 2013 aumentou em relação ao ano passado. Em 2012 foram violadas 24 agências bancárias no RN, onde os suspeitos usaram maçarico em 15 ataques e explosivos em outros nove casos.

Número de agências explodidas:

2013: 38 agências violadas

16 dinamitadas
20 violadas com maçarico

2012: 24 agências violadas

- 9 dinamitadas
- 15 violadas com maçarico

Polos econômicos afetados:

- Apodi
- Guamaré
- Afonso Bezerra
- Governador Dix-sept Rosado
- Grossos
- Alto do Rodrigues
- Serra do Mel
- São José de Mipibu
- Baraúna
- Umarizal
- Martins

Do Jornal O Mossoroense / Via Blog Umarizal em Fotos / Via Patu em Foco

NOTA DO BLOG: a cidade de Baraúna ainda sente os efeitos da explosão do Banco do Brasil, prédio já reconstruído. Porém, as sequelas ficaram, como prejuízos decorrentes da paralisação das atividades bancárias e o receio de uma nova destruição, já que em Apodi a agência possuía uma sede bem mais fortalecida e mesmo assim foi alvo de uma grande destruição. Assalto ou explosão da agência ainda é sempre temida pela população pois o baixo contigente policial e a situação fronteiriça com o Estado do Ceará facilitam as ações dos grupos criminosos em Baraúna.

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