sábado, 16 de novembro de 2013

Como encarar a perda de ente querido?

Escrito por Jorge Lordello


Quem já perdeu um parente muito próximo ou pessoa por demais querida, sabe que é um momento difícil de se enfrentar. De uma hora para outra não temos mais aquela referência ao nosso lado. Conheci muita gente que adoeceu fisicamente e/ou psicologicamente logo após velório ou enterro. O pior caso aconteceu com amiga de minha tia, cujas pernas ficaram paralisadas após sepultar a genitora. Por longos oito anos, até sua morte, ficou presa a uma cadeira de rodas. Soube, ainda, de idosa, que após o falecimento do marido, com quem convivera por mais de 50 anos, perdeu a memória e a visão. Somente com tratamento psiquiátrico recuperou-se aos poucos. Se a única certeza da vida é a morte, por que muitas pessoas a interpretam tão mal, chegando a adoecer por sofrimento? Certa vez, um sábio comentou com seus discípulos: “Pensamos que a saudade foi feita para machucar, mas os dias passam e percebemos que ela é a maneira mais certa de sabermos o quanto gostamos de alguém”. Saudade não pode ser sinônimo de sofrimento, de angústia e de lamúria. Saudade é o amor que fica, ou seja, devemos focar nossa energia nesse sentimento maravilhoso e não na falta, na perda... Quando a dor apertar no peito, o segredo é “matar a saudade”, ou seja, procure ver fotos, vídeos e relembre momentos felizes, pois assim, esteja a pessoa aonde estiver, você estará se fazendo presente, mostrando o quanto foi importante a passagem dela neste plano astral”. Acredito que aqueles que se foram,de alguma forma, torcem para que as pessoas amadas fiquem bem. Portanto, amigo leitor, aproveite ao máximo o convívio com as pessoas por quem têm estima. Se faça mais presente, demonstre e declare todo seu carinho e afeto. Ainda quanto a perda, é comum se encontrar pessoas tristes e até deprimidas por namoro ou casamento desfeito. Gastam, assim, energia com aqueles que as machucaram. Em casos extremos, focam em vingança ou na tentativa, por vezes até violenta, de reatar relacionamento não desejado pela outra parte. Mas será que vale a pena perder tempo com aqueles que não querem mais nossa companhia? Claro que não! O mais sensato é usar nosso tempo precioso com as pessoas que nos amam e nos dão alegria. Não adianta chorar no velório por aquilo que se deixou de fazer. É melhor chorar de alegria, rememorando os momentos felizes que vão deixar saudades para o resto da vida.

 

 

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