terça-feira, 5 de novembro de 2013

Potiguares ilustres já falecidos que poucos conheceram suas histórias

Ex-governador, ex-senador, ex-deputado Cortez Pereira - A Arena das Dunas deveria ser denominada Arena das Dunas governador Cortez Pereira, pois foi ele quem construiu o demolido Machadão que ele chamava de "poema de concreto."

Dona Noilde Ramalho, grande dama, professora e educadora potiguar, responsável pela educação de milhares de jovens no RN e fundadora da Escola Doméstica de Natal.

Luís da Câmara Cascudo é considerado em quantidade e qualidade, ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros que mais produziram, ao lado de nomes como Pontes de Miranda e Mário Ferreira dos Santos. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centros Rio e São Paulo.

 

Dom Nivaldo Monte – foi um bispo católico brasileiro, arcebispo de Natal. Em sua homenagem foi dado o seu nome ao Parque da Cidade de Natal. Há registros de sua passagem por Sergipe quando foi o 1º bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju no período de 1963 a 1966.. Nascido no ano de 1918, teve sua morte registrada no dia 10 de Novembro de 2006. O arcebispo emérito de Natal.

Amaro Cavalcanti- Foi Juiz da Corte Internacional de Justiça de Haia,o Brasil enviou apenas dois juristas para a Corte de Haia, o potiguar Amaro Cavalcanti e o baiano Rui Barbosa, poucas pessoas sabem disso, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Procurador-Geral da República e um dos autores da Constituição Brasileira de 1891. Foi Ministro do Supremo Tribunal Federal a partir de 11 de maio de 1906, aposentando-se em 31 de dezembro de 1914. Em 12 de janeiro de 1917, foi nomeado Prefeito da cidade do Rio de Janeiro quando esta ainda era o Distrito Federal. Governou de 15 de janeiro de 1917 a 15 de novembro de 1918, data em que foi nomeado Ministro da Fazenda pelo então presidente Delfim Moreira. É o patrono da cadeira nove da Academia Norte-Riograndense de Letras. Seu nome batiza uma escola estadual no Largo do Machado, na cidade do Rio de Janeiro e uma avenida que liga os bairros cariocas do Méier e do Encantado.

José Augusto Bezerra de Medeiros, mais conhecido como José Augusto (Caicó, 22 de setembro de 1884 — 18 de maio de 1971), foi um advogado, magistrado, professor e político brasileiro. De 1913 a 1915, foi deputado estadual no Rio Grande do Norte. Entre 1915 e 1923, por três mandatos, exerceu o cargo de deputado federal também pelo Rio Grande do Norte. Foi governador do Rio Grande do Norte1 de 1924 a 1927. Exerceu também os mandatos de senador da República de 1928 a 1930 e, por mais quatro mandatos (entre 1935 e 1937, 1946 e 1947, 1947 a 1950 e 1950 e 1955), foi novamente deputado federal e Ministro da Educação.

Nicanor de Azevedo Maia – O Prof. Nicanor, nascido em Jardim do Seridó, graduado em Engenharia Química, dedicou-se a pesquisa na área de energia solar e de sistemas de propulsão no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, da qual era funcionário. Um dos seus muitos inventos foi um carro a água. Andava regularmente na cidade do Natal com seu carro movido pelo precioso líquido e chegou a fazer pequenas viagens para o interior do estado. Não faltaram registros do seu invento mais badalado; Revista Veja, Programa Fantástico na TV Globo, e muitos outros veículos deram destaque ao trabalho do inventor potiguar. Depois de mostrar que seu invento funcionava bem, o professor misteriosamente entrou no anonimato..

João Fernandes Campos Café Filho - (Extremoz, 3 de fevereiro de 1899 — Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 1970) foi um advogado e político brasileiro, sendo presidente do Brasil entre 24 de agosto de 1954 e 8 de novembro de 1955, quando foi deposto. Foi o único potiguar e o primeiro protestante a ocupar a presidência da república do Brasil. Nascido no Rio Grande do Norte (Segundo alguns historiadores, Café Filho nasceu em Extremoz, município vizinho a Natal) , trabalhou como jornalista e advogado durante a juventude, tendo participado da Aliança Liberal na campanha de 1930. Em 1933 fundou o Partido Social Nacionalista (PSN) do Rio Grande do Norte, e alguns anos mais tarde, o Partido Social Progressista.

Djalma Maranhão nasceu em Natal, no dia 27 de novembro de 1915. Filho de Luís Inácio de Albuquerque Maranhão e de dona Salomé de Carvalho Maranhão, teve os seguintes filhos: Lamarck (falecido), Marcos e Ana Maria. Djalma Maranhão foi um homem simples, inteligente e que sabia exatamente o que queria da vida. Não transigia nas suas idéias. Amaca os mais humildes e lutava para atender às reivindicações das classes menos favorecidas. Nacionalista, denunciava, gritava, protestava. Expressava sua ideologia de maneira clara e inequívoca, acreditando na vitória do socialismo, convicto de que "somente a dialética marxista-leninista libertará as massas da opressão e da fome através da socialização dos meios de produção e da entrega da terra aos camponeses".Era de fato um homem temperamental. Às vezes, contudo, sabia se conter. Exemplo: durante a campanha de 1960 para prefeito de Natal, Djalma Maranhão entrou irado na sala de redação da "Folha da Tarde" com um exemplar na mão. Perguntou, então, quem tinha escrito a manchete de seu jornal, que dizia o seguinte: "Lott - Jango - Walfredo - Maranhão - Gonzaga. Vote do primeiro do sexto". Ao saber que o autor da manchete foi Moacyr de Góes, de conteve e disse: "A manchete está certa. É assim mesmo. Não vamos ficar em cima do muro. Jogo claro. Honrar as alianças". Na campanha "De Pé no Chão Também se Aprende a Ler" trabalhavam cristãos (católicos e protestantes), espíritas e marxistas. Por essa razão, o professor Moacyr de Góes chamou o movimento de uma "frente". Profundamente humano. Intransigente contra a falsidade e a desonestidade, admitia o erro, desde que fosse cometido por alguém que desejasse acertar. A escola deveria fornecer tudo: o professor, a carteira, o material escolar e, inclusive, a merenda. A educação, portanto, seria o único caminho pelo qual os meninos pobres poderiam mudar de "status", sair da miséria. Com o golpe militar de 1964, Djalma Maranhão foi preso. Libertado, posteriormente, através de um "habeas corpus", concedido pelo Supremo Tribunal Federal, conseguiu se asilar na Embaixada do Uruguai, indo morar naquele país, onde veio a faleceu, no dia 30 de julho de 1971. Djalma Maranhão foi sepultado em Natal no Cemitério do Alecrim, graças à interferência do senador Dinarte Mariz, acompanhado de grande multidão no maior enterro já realizado em nossa capital que atestou o quanto ele era amado e querido por sua gente.

 

Monsenhor Expedito Sobral de Medeiros (São Rafael, 1916 - 16 de janeiro de 2000) foi um sacerdote católico da Arquidiocese de Natal. Devido ao seu trabalho social foi chamado pelo povo de "Monsenhor das Águas" - ou "Profeta das Águas". O alvo de sua luta ia além das fronteiras do Estado, propugnava pela utilização do excedente hídrico do Rio São Francisco. Mas a luta pela água é apenas um capítulo, o último e inacabado de toda uma existência sacerdotal a serviço do espiritual. Expedito foi pároco por 56 anos em São Paulo do Potengi, no interior do Rio Grande do Norte, após passar pelas paróquias de Jardim do Seridó, São Rafael e Touros. Aliás, foi o primeiro pároco daquela paróquia, que só deixou quando faleceu, por insuficiência respiratória decorrente de um câncer. Instado pelo Arcebispo para assumir a Catedral de Natal, razões de saúde contribuiram para que lhe fosse atendido o pedido de permanecer onde estava. Porém, assumiu o cargo de Vigário Episcopal para o Clero, residindo em São Paulo do Potengi. Ele fazia parte dos que iniciaram a Sindicalização Rural em nível nacional, a Campanha da Fraternidade, pequenas comunidades surgidas e assentadas em torno de receptores cativos da Emissora de Educação Rural, as Escolas Radiofônicas, as Maternidades, as Escolas de nível médio, a Ação Católica Rural, a Formação de Líderes, o Plano de Pastoral, a elevação do padrão cultural do Clero para melhor servir aos irmãos.

 

Dinarte de Medeiros Mariz - Induastrial, comerciante sendo eleito senador em 1954 e em 1955 foi eleito governador do Rio Grande do Norte. Durante seu governo foi criada a Universidade do Rio Grande do Norte. Em 1962 foi eleito para o segundo mandato de senador e apoiou a deposição de João Goulart e a instauração do Regime Militar de 1964 ingressando depois na ARENA sendo reeleito senador em 1970 e reconduzido ao cargo em 1978 . Com a reforma partidária filiou-se ao PDS. Dinarte era muito respeitado pelo regime militar e por causa disso livrou vários potiguares de perseguições..

 

Dom Eugênio de Araújo Sales (Acari, 8 de novembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 2012) foi um cardeal brasileiro e arcebispo católico do Rio de Janeiro.Filho de Celso Dantas Sales e Josefa de Araújo Sales (Teca) e irmão de Dom Heitor de Araújo Sales, nasceu no interior do Rio Grande do Norte, na Fazenda Catuana, foi batizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, no município de Acari, no dia 28 de novembro de 1920. De família muito católica, era bisneto de Cândida Mercês da Conceição, uma das fundadoras do Apostolado da Oração na cidade de Acari. Realizou seus primeiros estudos em Natal, inicialmente em uma escolar particular, depois no Colégio Marista e finalmente ingressou, em 1931, no Seminário Menor. Realizou seus estudos de Filosofia e Teologia no Seminário da Prainha, em Fortaleza, Ceará, no período de 1931 a 1943. Foi ordenado sacerdote pelas mãos de Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas, bispo de Natal, no dia 21 de novembro de 1943, na mesma igreja onde recebera o batismo. Ao longo de seus 91 anos de vida, em especial nos 58 anos de episcopado, 30 deles à frente da igreja no Rio de Janeiro, Dom Eugenio Sales, faleceu na noite de segunda-feira, teve um infarto em sua residência no bairro de Sumaré no Rio de Janeiro enquanto dormia no dia 9 de Julho de 2012.

 

Emanuel Bezerra dos Santos - Nasceu a 17 de junho de 1943 na praia de Caiçara -Município de São Bento do Norte/RN, filho de Luis Elias e Joana Elias. Lider estudantil do Colégio Atheneu, foi presidente da Casa do Estudante. Cursava a antiga Faculdade de Sociologia, na Fundação José Augusto, onde destacou-se nos estudos do marxismo-leninismo e economia política. Organizou a bancada dos estudantes potiguares para o histórico congresso da UNE, em IBIÚNA-SP, onde foi preso com os demais companheiros. Foi enquadrado no decreto 447 da ditadura militar, e expulso da Faculdade. Foi a principal liderança do Comitê Universitário do PCR no Rio Grande do Norte. Viveu de 68 a 73 nos Estados de Pernambuco e Alagoas. Realizou viagens ao Chile e Argentina em nome do PCR. Emanuel Bezerra dos Santos e Manoel Lisboa de Moura foram presos em Recife/PE, no dia 16 de agosto e torturados no DOPS daquele estado durante alguns dias. O policial que os prendeu e torturou, Luis Miranda transferiu-os para o delegado Sérgio Fleury, do DOPS/SP onde foram trucidados no 3° andar. As fotos do Instituto Médico Legal mostram um corte no lábio inferior produzido pelas torturas, que o legista Harry Shibata afirmou ser fruto de um tiro. Segundo denúncia dos presos políticos Emanuel foi morto sob torturas no DOI/CODI-SP, onde o mutilaram, arrancando-lhe os dedos, umbigo, testículos e pênis.

Aluizio Alves - Filho de Manuel Alves Filho e Maria Fernandes Alves. Advogado com Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Maceió com especialização em Serviço Social, voltou-se às atividades jornalísticas após a graduação: primeiro como funcionário dos jornais A Razão e A República, ambos em Natal tendo se dirigido em 1949 ao Rio de Janeiro onde foi redator-chefe da Tribuna da Imprensa, que pertencia a Carlos Lacerda. De volta ao seu estado natal no ano seguinte, fundou e dirigiu a Tribuna do Norte. Ainda no ramo de comunicação foi diretor da Rádio Cabugi, da TV Cabugi e da Rádio Difusora de Mossoró. Antes foi Oficial de Gabinete da Interventoria potiguar chefe do Serviço Estadual de Reeducação e Assistência Social (SERAS) e diretor estadual da Legião Brasileira de Assistência. Foi eleito deputado federal em 1945 e participou da Assembleia Nacional Constituinte que promulgaria a nova Constituição em 18 de setembro de 1946. Reeleito em 1950, 1954 e 1958, chegou aos postos de secretário-geral da UDN e vice-líder da bancada. Foi governador do RN e ministro da Administração e Integração Nacional tendo sido eleito deputado federal novamente em 1990 pelo PMDB.

Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia Nascimento: 21/5/1912Natural de: Mossoró - RN Filiação: Jerônimo Ribeiro Rosado e Isaura Rosado Maia Falecimento: 22/10/1996 Histórico Acadêmico Secundário Colégio Santa Luzia Medicina Faculdade de Medicina Cargos Públicos Presidente do Instituto do Desenvolvimento Agrário do Rio Grande do Norte Tenente-coronel Médico e Chefe de Saúde do Serviço de Saúde da Polícia Militar do Rio Grande do Norte Profissões Médico(a) Industrial Jornalista Agropecuarista Mandatos Deputado Estadual - 1947 a 1951 Deputado Federal - 1951 a 1955 Deputado Federal - 1955 a 1959 Senador - 1959 a 1967 Prefeito - 1975 e reeleito prefeito em 1982.. Foi presidente o INCRA, grande orador..

Pe. João Maria - Nascido na antiga Fazenda Logradouro do Barro, hoje Fazenda Três Riachos, em Jardim de Piranhas no Rio Grande do Norte, foi o filho mais novo de Amaro Cavalcanti e Ana de Barros, irmão de Amaro Cavalvanti.. Fez curso eclesiástico em um seminário de Olinda com ajuda de fazendeiros da região. Foi ordenado sacerdote em 30 de novembro de 1871 no Ceará. Realizou a primeira missa em Caicó quando tinha apenas 23 anos. Foi vigário de Jardim de Piranhas, Flores, Acari, Papari, e Natal, assumindo a paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, antiga catedral da capital potiguar, em 1881. Foi bastante conhecido por seus trabalhos em prol dos mais necessitados. Em 1878, em Flores, participou do combate à seca e da epidemia de varíola. Ajudou na luta contra a varíola, em 1905, em Natal, onde trabalhou pela libertação dos escravos, o que lhe rendeu o apelido de Pais dos Negros Forros. Criou em Natal o Escola São Vicente, para crianças pobres e fundou a imprensa católica, editando o jornal "Oito de Setembro". Batizou, entre milhares de outros natalenses, o historiador Luís da Câmara Cascudo, no dia 9 de maio de 1901.

João Severiano da Câmara (Taipu, 8 de março de 1895 — Natal, 12 de dezembro de 1948), mais conhecido como João Câmara, foi um agropecuarista, comerciante, industrial e político brasileiro que foi deputado estadual no Rio Grande do Norte e senador pelo mesmo estado.Fazendeiro, criador de gado e plantador de algodão, exportador e industrial, desempenhou papel fundamental na criação e desenvolvimento do município de Baixa Verde, hoje João Câmara, sendo seu primeiro prefeito. Em outubro de 1934, foi eleito para a assembléia constituinte do Rio Grande do Norte pelo Partido Popular (PP), sendo um dos signatários da constituição estadual de 1936. Com a implantação do Estado Novo, teve seu mandato extinto, em novembro de 1937. Redemocratizado o país, elegeu-se senador em janeiro de 1947 pelo PSD, do qual foi um dos fundadores em seu estado. Quando faleceu, era um dos nomes cogitados para concorrer ao governo. Foi um grande fornecedor de algodão do Grupo Matarazzo e uma das maiores fortunas do país.


Fonte: Blog do Primo (Renato Dantas)


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