quinta-feira, 15 de maio de 2014

VEJA QUEM SÃO AS "FIGURINHAS" DA COPA DA VIDA REAL NO ITAQUERÃO



A rede Fotógrafos Ativistas lançou uma série de imagens de moradores da ocupação Copa do Povo, em Itaquera. As fotos dos sem-tetos foram trabalhadas graficamente para se parecerem com as figurinhas do álbum da Copa do Mundo. No Facebook, as figurinhas trazem informações sobre os moradores, que se dizem vítimas da especulação imobiliária que acomete Itaquera desde que o bairro foi anunciado como palco da abertura do Mundial.

 

José é vendedor ambulante e luta para conseguir sustentar a família com seus rendimentos. Ele diz que não deixará a ocupação Copa do Povo enquanto não conseguir uma casa para morar.


Dona Cidinéia mora em uma casa de quatro cômodos que abriga outras 21 pessoas. Ela está desempregada e foi montar seu barraco na Copa do Povo após ver a notícia da ocupação na TV.


Severino é pedreiro e também ocupa um barraco na ocupação. Os moradores dizem que não conseguem pagar os alugueis da região que estão ficando mais caros desde que Itaquera foi anunciada como palco da abertura da Copa.

Janete Rosa levou a filha, Jaqueline, para o acampamento em Itaquera, a cerca de 4 km do estádio que abrigará a abertura da Copa do Mundo. Elas esperam entrar em um cadastro para fazerem parte de projetos habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida.



Dona Maria é viúva e diz já ter trabalhado em mutirões de construção de apartamentos da região de Itaquera, mas nunca conseguiu a casa própria. Ela se juntou às mais de 4 mil pessoas que pressionam o poder público por moradias na região.



José Rubivaldo mora em uma casa de dois cômodos onde vivem oito pessoas. Sua mulher é quem sustenta a família. Muitos dos ocupantes da Copa do Povo estão desempregados, vivendo de bicos ou de ajuda de familiares.


Maria Bernadete é costureira e, como todos os seus novos vizinhos, sonha com a casa própria. Ela soube da Copa do Povo pela televisão e não hesitou em se juntar aos outros. A direção do movimento já disse que tenta interromper a chegada de novos barracos porque no terreno em Itaquera não há mais espaço.


A aposentada Maria Rosalina paga R$ 300 de aluguel em uma casa de três cômodos que divide com outras cinco pessoas. Essa situação é bastante comum entre os ocupantes da Copa do Povo.



Ivanilda passa por dificuldades no trabalho, mas levantou um barraco na ocupação com a esperança de conseguir uma casa para si, para o filho e o neto.

Reprodução: Uol

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