segunda-feira, 16 de junho de 2014

Um ano após os protestos, Dilma viabiliza 1 dos 5 pactos prometidos

Gabriela Guerreiro
Tai Nalon
DE BRASÍLIA
André Monteiro
DE SÃO PAULO

Um ano após a onda de manifestações, a maioria das promessas feitas pelo governo federal e pelo Congresso para atender as "vozes das ruas" não saiu do papel.

Dos cinco "pactos" apresentados pela presidente Dilma Rousseff, apenas o da área da saúde foi colocado efetivamente em prática.

Na época, o governo prometeu reforma política, adoção de medidas de responsabilidade fiscal, e ações para fortalecer a saúde, a educação e a mobilidade urbana.

O governo viabilizou o "Mais Médicos", mas não avançou em mudanças no sistema político.

Anunciado pela presidente, o plebiscito sobre temas como financiamento público de campanha e mudanças nas eleições sequer foi discutivo no Congresso.

Na educação, o Planalto conseguiu aprovar a destinação de parte dos royalties do petróleo para o setor, mas só haverá impacto em 2009.

O Congresso também paralisou a análise de temas como o projeto do "passe livre". Na Câmara a análise de outros projetos, como o que torna corrupção crime hediundo, está paralisada.

SÃO PAULO

Algumas ações anunciadas em São Paulo no ano passado também não andaram.

O prefeito Fernando Haddad (PT) cancelou a licitação do transporte - negócio de R$ 46 bilhões em 15 anos. No entanto, uma auditoria só deve ser concluída no mês que vem, e os contratos serão renovados como estão atualmente, pois não haverá tempo para abrir e concluir uma licitação antes do relatório.

Mas Haddad superou metas no transporte. Inicialmente ele havia prometido entregar 150km de faixas de ônibus. Já entregou 335km e quer chegar a 500km.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, depois dos protestos determinou a aceleração de projetos e obras de mobilidade.

Apesar da ordem, aprnas uma estação do metrô foi aberta (Adolfo Pinheiro, da linha 5-lilás, na zona sul).

As outras linhas da rede que estão em fase de projeto ou construção acumulam atrasos.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

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