terça-feira, 22 de julho de 2014

As grandes falácias modernas

 Nós vivemos na Era da Informação e da liberdade de expressão, por isso muitos temas que antes eram “indiscutíveis” acabaram se tornando tema de acalorados debates. Porém muitas pessoas cometem falácias na hora de defenderem seus pontos de vista, algo que não deveria acontecer.

O que é uma falácia?

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Muitas pessoas usam falácias diariamente, porém não sabem o que é isso. Uma falácia é um argumento “furado”, que parece fazer sentido, mas não faz. Por exemplo: O aquecimento global é uma mentira, pois o inverno nos EUA foi extremamente frio.
A princípio, isso parece fazer todo o sentido, porém é um argumento completamente errado. O fato de um ponto do planeta ter passado por um frio intenso, não invalida o aquecimento global, pois, como o próprio nome diz, estamos falando de algo que afeta todo o planeta e não apenas um lugar, no caso os EUA.
Existem diversos tipos de falácias, das mais simples, as mais elaboradas, por isso vamos conhecer algumas clássicas:


Argumentum ad ignorantiam

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Argumentum ad ignorantiam, também conhecido como argumento da ignorância, é um clássico muito usado pelas pessoas. Esse tipo de argumento usa uma coisa para desmentir outra.
Por exemplo: Ninguém provou que Alá não existe, logo ele existe.
A primeira vista essa afirmação parece fazer todo o sentido, mas ela não faz. O fato de algo nunca ter sido provado como irreal, não prova que ele seja real.
Um bom exemplo são as vacas voadoras. Ninguém jamais pode demonstrar que elas não são reais, e nem por isso quer dizer que elas existam.


Argumentum ad populum

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Argumentum ad populum é um argumento que apela a quantidade de pessoas para provar algo. Por exemplo: “Todo mundo” acredita fenômenos sobrenaturais, logo eles existem.
Como a humanidade bem sabe, o fato de muitas pessoas acreditarem em algo não o torna real. Um dos maiores exemplos disso é o fato da Terra ser redonda. Até alguns séculos atrás, o conhecimento humano era muito limitado, por isso praticamente todo mundo achava que a Terra era plana, afinal basta olharmos a nossa volta para termos essa impressão.
Porém, com o passar do tempo, foi descoberto que nosso Planeta era redondo, desmentindo o conhecimento de todos. Ou seja, mesmo que todas as pessoas existentes no mundo acreditem em algo, isso não prova que tal crença seja real.


Cum hoc ergo propter hoc

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Cum hoc ergo propter hoc, também conhecido como “com isto, logo aquilo”, é um argumento que juntas duas coisas totalmente diferentes para gerar uma explicação.
Um bom modo de exemplificar esse tipo de falácia é o caso dos piratas: Observações científicas têm mostrado que a temperatura do oceano vem subindo com o passar dos séculos. Ao mesmo tempo, o número de piratas vem caindo, logo os piratas eram os responsáveis por manter as águas frias.
Obviamente isso não faz nenhum sentido, porém, mesmo assim, as pessoas usam bastante esse tipo de argumentação.


Teoria irrefutável

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Essa é uma falácia muito usado, principalmente quando envolve acontecimentos sobrenaturais e milagres. Por exemplo: Uma pessoa afirma que se curou do câncer com a ajuda de um santo.
Ninguém pode desmentir tal coisa, pois é irrefutável. Não faria nenhuma diferença se a pessoa afirmasse que se curou do câncer porque o ar que ela respirava era mágico ou porque haviam fadas voando em cima de sua cabeça. Essas afirmações não podem ser testadas de alguma maneira, logo não devem ser levadas a sério como prova para alguma coisa.


O Deus das lacunas

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Essa é uma falácia bastante usada na discussão entre ateus e religiosos. Ela diz o seguinte: Ninguém sabe como tal coisa aconteceu, logo, foi Deus.
Isso acontecia mais no passado, tanto que muitas religiões extintas foram criadas em cima desse argumento. Antigamente, ninguém sabia como um raio acontecia ou porque chovia, assim as pessoas criavam deuses para responder a esses fenômenos. Com o passar dos anos, a ciência conseguiu explicar e comprovar esses fenômenos racionalmente e aqueles deuses se tornaram desnecessários, perdendo espaço no mundo.
Isso ocorre em outros casos também. É muito comum pessoas afirmarem que, por exemplo, foram salvas de um câncer devido a uma intervenção divina, pois os médicos responsáveis pelo tratamento já haviam condenado a vítima. Mas, na verdade, ninguém pode afirmar com certeza que alguém vai morrer disso ou daquilo em tanto tempo.
O primeiro fato é que o ser humano ainda desconhece todos os pormenores do funcionamento do organismo de uma pessoa e também existe um buraco no conhecimento total do câncer. Sendo assim, mesmo o mais improvável caso pode acabar acontecendo, sem necessariamente ter havido uma intervenção divina.
Por isso que essa falácia é chamada de “Deus das Lacunas”, pois as pessoas usam Deus para explicar todas as lacunas existentes no conhecimento humano até então.

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